Música
A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas ideias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.
- 13 de fevereiro (Segunda-feira) - Foi a abertura oficial do evento. O dia foi dedicado as esculturas e pinturas. Tudo transcorreu em certa calma neste dia.
- 15 de fevereiro (Quarta-feira)- Dia dedicado aos poemas e á arte estética. A noite acaba em algazarra.
- 17 de fevereiro (Sexta-feira)- O dia mais tranquilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado.
Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana.
Considerado uma das figuras mais importantes da história da música no Brasil, aprendeu a tocar violoncelo aos seis anos de idade com o pai, músico amador. Foi também nessa época que conheceu a obra de Bach, que tanto o influenciaria no futuro.
Em 1905, começou a percorrer o Brasil, familiarizando-se com a temática da música popular - cantigas de viola, reisados, frevos. Durante anos recolheu e anotou mais de 1.000 temas folclóricos. Dez anos depois, fez sua estréia como compositor, apresentando-se numa série de concertos no Rio de Janeiro. Nessa época, enquanto compunha suas obras, sobrevivia tocando violoncelo nas orquestras dos teatros e cinemas cariocas. A modernidade de sua música provocou reações adversas nos jornais.
Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna de São Paulo, apresentando no Teatro Municipal obras de sua autoria em primeira audição. A partir de 1922, seu trabalho revelou crescente afinamento com a temática nacionalista e modernista que presidiu a Semana. Já bastante conhecido no meio musical brasileiro, Villa-Lobos transferiu-se em 1923 para Paris, onde permaneceu um ano.
Villa-Lobos faleceu no Rio de Janeiro, em 1959, deixando cerca de 1.500 peças, nos mais diversos gêneros e para as mais diversas formações instrumentais e vocais. No ano seguinte, foi fundado, em sua homenagem, o Museu Villa-Lobos, no Rio de Janeiro.
Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Semana_de_Arte_ModernaAlunos responsaveis pela postagem do assunto: Aline Dutra, Airton Gomes, Brenda Coutinho, Gregório Gabriel , Jessé Rodrigues , Jéssica G. , Monalisa, Raquel, Thais Alves e Luisa





