sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Musicas: Semana da Arte Moderna 1922


Música

 A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas ideias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.

  • 13 de fevereiro (Segunda-feira) - Foi a abertura oficial do evento. O dia foi dedicado as esculturas e pinturas. Tudo transcorreu em certa calma neste dia.
  • 15 de fevereiro (Quarta-feira)- Dia dedicado aos poemas e á arte estética. A noite acaba em algazarra.
  • 17 de fevereiro (Sexta-feira)-  O dia mais tranquilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado. 
 Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e    Frutuoso Viana.

              Villa-Lobos
                        Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro, em 1887.

Considerado uma das figuras mais importantes da história da música no Brasil, aprendeu a tocar violoncelo aos seis anos de idade com o pai, músico amador. Foi também nessa época que conheceu a obra de Bach, que tanto o influenciaria no futuro. 

Em 1905, começou a percorrer o Brasil, familiarizando-se com a temática da música popular - cantigas de viola, reisados, frevos. Durante anos recolheu e anotou mais de 1.000 temas folclóricos. Dez anos depois, fez sua estréia como compositor, apresentando-se numa série de concertos no Rio de Janeiro. Nessa época, enquanto compunha suas obras, sobrevivia tocando violoncelo nas orquestras dos teatros e cinemas cariocas. A modernidade de sua música provocou reações adversas nos jornais.
Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna de São Paulo, apresentando no Teatro Municipal obras de sua autoria em primeira audição. A partir de 1922, seu trabalho revelou crescente afinamento com a temática nacionalista e modernista que presidiu a Semana. Já bastante conhecido no meio musical brasileiro, Villa-Lobos transferiu-se em 1923 para Paris, onde permaneceu um ano. 
Villa-Lobos faleceu no Rio de Janeiro, em 1959, deixando cerca de 1.500 peças, nos mais diversos gêneros e para as mais diversas formações instrumentais e vocais. No ano seguinte, foi fundado, em sua homenagem, o Museu Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. 





Alunos responsaveis pela postagem do assunto: Aline Dutra, Airton Gomes, Brenda Coutinho, Gregório Gabriel , Jessé Rodrigues , Jéssica G. , Monalisa, Raquel, Thais Alves e Luisa       

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Artistas da semana da Arte moderna!

Artista semana da arte moderna


► Semana da Arte Moderna 1922
A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de Fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos, visava renovar o ambiente artístico e cultural da cidade via “a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual“, como informava o Correio Paulistano a 29 de Janeiro de 1922. A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.

Cem anos após a independência do país, os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros. Negavam, antes de mais nada, o “academicismo“ nas artes, influenciados esteticamente por tendências e movimentos como O Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós- impressionistas como Divisionismo (ver Neo-Impressionismo).

Pretendiam, entretanto, utilizar-se de forma consciente desses modelos europeus para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa. De acordo com o catálogo da mostra, participavam da Semana os seguintes artistas: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac (Inácio da Costa Ferreira), Yan de Almeida Prado, John Graz, Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi - com pinturas e desenhos; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg (alemão no Brasil desde) - com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel (polonês em São Paulo desde 1913) - com projetos arquitetônicos. Além disso, havia escritores como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida e músicos como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana. São Paulo dos anos 20 era a cidade que melhor apresentava condições para a realização de tal evento.

Tratava-se de uma próspera cidade, que recebia grande número de imigrantes europeus e modernizava-se rapidamente, com a implantação de indústrias e reurbanização. Era, enfim, uma cidade favorável a ser transformada num centro cultural da época, abrigando vários jovens artistas. Bem antes da Semana de Arte Moderna de 22 já se reuniam as forças que tornariam possível o evento.

A exposição de Anita Malfatti em 1917, recém chegada dos Estados Unidos e da Europa, foram um marco para o Modernismo Brasileiro. As obras da pintora então afinadas com as tendências vanguardistas absorvidas nesses dois locais chocou grande parte do público e causou violentas reações da crítica conservadora. Ao redor dela reuniram-se jovens despertos para uma necessidade de renovação da arte brasileira. Além disso, traços dos ideais que a Semana propunha já podiam ser notados em trabalhos de artistas isoladamente que dela participaram (além de outros que foram excluídos do evento). Desde a exposição de Malfatti, havia dado tempo para que os artistas de pensamentos semelhantes se agrupassem. Em 1920, por exemplo, Oswald de Andrade já falava de amplas manifestações de ruptura, com debates abertos.

Entretanto, parece ter cabido a Di Cavalcanti a sugestão de “uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana.“ Artistas e intelectuais de São Paulo e do Rio de Janeiro, tendo Graça Aranha à frente, organizavam a Semana, prevista para se realizar em fevereiro de 1922. Uma exposição de artes plásticas - organizada por Di Cavalcanti e Rubens Borba de Morais, com a colaboração de Ronald de Carvalho, no Rio - acompanharia as demais atividades previstas. Graça Aranha, sob aplausos e vaias abriu o evento, com sua conferência inaugural “A Emoção Estética na Arte Moderna“. Anunciava “coleções de disparates“ como “aquele Gênio supliciado, aquele homem amarelo, aquele carnaval alucinante, aquela paisagem invertida“ (temas da exposição plástica da semana), além de “uma poesia liberta, uma música extravagante, mas transcendente” que iriam “revoltar aqueles que reagem movidos pelas forças do Passado.“

Mário de Andrade, com suas conferências, leituras de poemas e publicações em jornais foi uma das personalidades mais ativas da Semana. Oswald de Andrade talvez fosse um dos artistas que melhor representavam o clima de ruptura que o evento procurava criar. Manuel Bandeira, mesmo distante, provocou inúmeras reações de agrado e de ódio devido a seu poema “Os Sapos“, que fazia uma sátira do Parnasianismo, lido durante o evento. Entretanto, acredita-se que a Semana de Arte Moderna não tenha tido originalmente o alcance e amplitude que posteriormente foram atribuídos ao evento. A exposição de arte, por exemplo, parece não ter sido coberta pela imprensa da época. Somente teve nota publicada por participantes da Semana que trabalhavam em jornais como Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Graça Aranha (justamente os três conferencistas, cujas idéias causaram grande alarde na imprensa). Yan de Almeida Prado, em 72, chegou mesmo a declarar que“ a Semana de Arte Moderna pouca ou nenhuma ação desenvolveu no mundo das artes e da literatura“, atribuindo a fama dos sete dias aos esforços de Mário e Oswald de Andrade.
Vik Muniz artista plástico

Os artista que participaram da semana da arte moderna

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

VÍDEO, BAUHAUS.

Ei amiguinhos *-* Haha, 2º bimestre tá completinho! Estava eu, com toda a minha inteligência olhando alguns videos e procurando algo sobre Bauhaus. Acabei encontrando um vídeo, feito por um grupo de alunos de faculdade sobre Bauhaus. Quem não gostou de ler as coisas do blog, mas pela imagem ficou curioso com a historia (que é BEEEM interessante) dê uma olhada no vídeo, eu assisti. Ele dura o tempo de 4:47, e é facil de entender. Espero que ajude!
Video no link abaixo:



                                                                                                                              Postado por: Josilaine Pereira.
                    Uma das letras predominantes nos impressos da Bauhaus foi a Akzidenz Grotesk.


Staatliches Bauhaus Weimar 1919-1923 — Lazlo Moholy-Nagy.


Moholy-Nagy, que antes de integrar o corpo docente da Bauhaus, já se havia familiarizado com o construtivista El Lissitzy e seu trabalho, criou uma inconfundível imagem visual para a escola usando formatos de letras simples, cores fortes, composições intrigantes de fotografia e texto.
Letras avulsas, vogais e consoantes, eram isoladas e tratadas como elementos de composição. Uma abordagem tipográfica séria mas que continha um elemento quase teatral.
Moholy-Nagy que atribuía uma grande importância à fotografia no design gráfico, desenvolveu pesquisas paralelamente a Richter e Man Ray e dedicou-se ao estudo da luz e do movimento podendo ser considerado um dos precursores da pesquisa visual-cinética e da op-art que se difundiu na Europa e nos EUA nos anos 60.
Moholy-Nagy encorajava as tentativas de seus estudantes de “romper as convenções em relação ao conteúdo e à forma tradicional da tipografia e com isso, simbolicamente, o conteúdo e a forma da sociedade que aplicava mecanicamente as normas do passado”.
Ele considerava tipografia e layout uma arte e uma ciência ao mesmo tempo que se desenvolvia a partir de técnicas de impressão.
“A natureza e o objetivo da comunicação (folheto ou pôster) determinam a maneira e o uso do material tipográfico”
«Em contraste com o equilíbrio estático concêntrico de séculos, hoje busca-se produzir um equilíbrio dinâmico-excêntrico».
Ordem, simplificação e claridade eram os ideais gráficos.
As composições eram formadas por tipos dispostos verticalmente, diagonalmente e horizontalmente e por formas geométricas simples, como quadrados, círculos, triângulos que criavam ritmos e continuidades conduzindo o olhar de um bloco de texto ao outro.
Outra característica era o uso de barras pretas para dar ênfase e a manipulação do branco com o mesmo objetivo.

Bibliografia:

Alunos responsáveis pela postagem: Lorrany, Estela, Bruno, Lindaiana, Monay, Jéssica, Daniela, Raíssa, Tatiane, Lívia